Samba do Fim do Mundo

by Antropoceno

From the album: Natureza morta

Track 4 of 9 on Natureza morta (2025).

Duration: 5:25

Natureza morta cover art

Lyrics for Samba do Fim do Mundo

Cai, cai, cai, cai jatobá Vai, vai, se desfaz na fumaça Deita junto ao camboatá Tatajuba, camu-camu e andiroba Carbonizadas, um deserto de soja (Mas o tempo não para E atropela o) Cai, cai, cai pará-pará Vai, vai, repousai nessa brasa As cinzas da seringueira Amputadas e precipitadas de volta Na terra arrasada A maldição da soja Que transforma Em monocultura O bioma Que não se renova Se savaniza Perde sua vida No garimpo da terra Sem ti nada impede O céu de cair Sobre as cidades Tuas miragens vão morder sua cauda (Porque o tempo não para E atropela o) Cai, cai, vai samaúma Castanheira, maçaranduba Embaúba vai me levar Pra trazer o ciclo do fogo de volta Tragédia da terra Uma doença nova (O progresso não para E atropela o) Cai, cai, tempo que se desfaz Asfaltado, vento me corta Guapuvaru podre se vai Pavimentar cidades natimortas Por carros e armas Florestas viram bombas Que transforma Em monocultura O bioma Que não se renova Se savaniza Perde sua vida No garimpo da terra Eucaliptos e soja Que transforma Em monocultura O bioma Que não se renova Se savaniza Perde sua vida No garimpo da terra Vermelho é o céu e mar Cinza as florestas Sinto o céu quebrar Caírem as estrelas Ondas de calor Vento de sol cortar Persiste o terror Resiste a faca cega O hino do Hecatombe Samba da extinção O ecossistema morre Vive o Evangelistão Fetiche do apocalipse Há sangue na sua mão Sino do Hecatombe Samba da extinção

Listen On

More from Natureza morta

  1. Queda do Céu
  2. 35ºC de Bulbo Úmido
  3. The Waves
  4. Samba do Fim do Mundo
  5. Debaixo da Terra
  6. Natureza Morta
  7. Corpo Território
  8. Gosto de Câncer
  9. 222 Dias de Calor Extremo