A máquina de escrever

by Barão Vermelho

From the album: Barão Vermelho (2004)

Track 10 of 11 on Barão Vermelho (2004) (2004).

Duration: 4:17

Barão Vermelho (2004) cover art

Lyrics for A máquina de escrever

Mãe, se eu morrer de um repentino mal Vende meus bens, a bem dos meus credores A fantasia de festivas cores que usei No derradeiro carnaval Vende esse radio que ganhei de prêmio Por um concurso num jornal do povo E aquele terno novo ou quase novo Com poucas manchas de café boêmio Vende também meus óculos antigos Que me davam ares inocentes Não precisarei de suas lentes Pra enxergar os corações amigos Sem ruído é mais provável que eu alcance o céu Vou penetrar e então provar seu mel No paraíso só preciso de um olhar Sem teu sorriso outro sorriso pra me enganar Mas poupa minha amiga de horas mortas Com teclas bambas minha máquina de peças tortas Vende todas as grandes pequenezas Que eram meu íntimo tesouro Mas não ainda que ofereçam ouro Mas não ainda que ofereçam ouro Não vendas o meu filtro de tristezas

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