Agalopado

by Alceu Valença

From the album: Espelho cristalino

Track 1 of 8 on Espelho cristalino (1978).

Duration: 3:21

Espelho cristalino cover art

Lyrics for Agalopado

Quando eu canto, o seu coração se abala Pois eu sou porta-voz da incoerência Desprezando o seu gesto de clemência Eu sei que o meu pensamento lhe atrapalha Cego o sol, seu cavalo de batalha E faço a lua brilhar no meio-dia Tempestade eu transformo em calmaria E dou um beijo no fio da navalha Pra dançar e cair nas suas malhas Gargalhando e sorrindo de agonia Se acaso eu chorar, não se espante O meu riso e o meu choro não têm planos Eu canto a dor, o amor, o desengano E a tristeza infinita dos amantes Dom Quixote, liberto de Cervantes Descobri que os moinhos são reais Entre feras, corujas e chacais Viro pedra no meio do caminho Viro rosa, vereda de espinho Incendeio esses tempos glaciais Se acaso eu chorar, não se espante O meu riso e o meu choro não têm planos Eu canto a dor, o amor, o desengano E a tristeza infinita dos amantes Dom Quixote, liberto de Cervantes Descobri que os moinhos são reais Entre feras, corujas e chacais Viro pedra no meio do caminho Viro rosa, vereda de espinho Incendeio esses tempos glaciais

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